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mais um PET

Amanhã tenho que fazer mais um PET.

O PET funciona basicamente assim:

- Tenho que jejuar, our seja, não posso nem comer, beber, nem sequer mascar pastilha elástica durante várias horas antes do exame. Eles dizem 4 horas antes, mas pelo sim pelo não já comi o que tinha a comer hoje à noite e amanhã só beberei sumo ao pequeno-almoço.

- Tenho papelada para preencher ainda hoje à noite depois de escrever este post no blogue e provavelmente terei que preencher outra tanta amanhã.

- Hoje fiz análises ao sangue. Gostava de saber o porquê de analisar o nível da minha creatina e não de mais porra nenhuma.

- Eles vão injetar um líquido que é uma mistura de açucares com um toque de isótopos radioactivos, que vai para a veia através de uma máquina (bem grande por sinal) durante uns bons 45 minutos. Depois disso tenho que descansar uma a duas horas enquanto bebo um contrastezinho e faço visitas frequentes à casinha. Terei que me lembrar de pedir que não misturem adoçantes no contraste para não pas…
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another important PET

Tomorrow I have an appointment for a PET-exam.

Basically it works like this:

- I do not get to eat, drink or even have a chewing gum for several hours. They say 4 hours before the exam, however just for the thing's sake I'm done eating already and will just drink some juice for breakfast.

- I have a paperwork to fill just after writing this post on my blog and will probably have to do it all again tomorrow.

- I had to take a blood test today. I really would appreciate to know why they are looking at the creatine levels and nothing else.

- They will inject a liquid that is basically a mixture of a sugary thing blended with a radioactive isotope. This is injected by a machine that will pump it to one of my many good veins for about 45 minutes. Then I must rest and use the rest room for about one to two hours while drinking a nasty contract liquid. I must remember to ask them to not mixture any sweeteners or I will be living in my bathroom for a day...

- After that I will take a …

um ano e alguma dor

A quinta-feira passada foi especial para mim, mas por sorte do acaso estive tão ocupada que o dia passou e nem me lembrei. Fez então um ano que recebi o meu diagnóstico.

Durante o último ano aconteceram muitas coisas. Após viver anos com os sintomas do meu tumor no colo do útero a agravarem só para ser despachada por telefone pelas enfermeiras do sistema de Saúde primário sueco cada vez que telefonava para tentar marcar uma consulta, finalmente plantei-me no serviço de urgências de obstetrícia e ginecologia durante 5 horas exigindo que me vissem, ouvissem e acima de tudo me levassem a sério. Na verdade eles tinham acabado de receber o resultado das analises do exame papanicolau que acusava então positivo o meu tipo de tumor e por isso eles levaram-me a sério. Desde então tenho apanhado com onda atrás de onda de ora choque ora esperança.

Eu não sou o tipo de pessoa que descansa após uma batalha, eu sei que esta guerra poderá ainda não ter terminado e que poderei ter mais batalhas a lut…

one year... some pain...

Last Thursday was a bit special, thankfully I was so busy I missed it. It was on the date a year ago I got my diagnosis.

A lot has happened over the last year. After living for a few years with the aggravating symptoms of my cervical tumor, only to hear dismissing nurses from the primary health care over the phone  whenever I rang and complained, I finally entered the emergency room for the gynecology and obstetrics section and planted myself there for 5 hours demanding to be heard and taken seriously. Actually they had just gotten the result from the smear test and they came back positive so they did took me seriously. Since then wave after wave of a bleeding chock and hope have been part of my life.

I am not the type of person that stands down after a battle, I know this war isn't over yet and that I might have to fight more battles.

I had my first post treatment check-up last April and the PET showed an active area that the doctors were uncertain of what it was. The proceeding…

Corrida Popular da Costa Nova

A corrida Popular da Costa Nova é uma corrida de estrada que viu a sua estreia em 2014.
São dez quilómetros de corrida ou cinco de caminhada na bela lingua costeira entre a Ria de Aveiro e o Oceano Atlântico, da Costa Nova do Prado à Vagueira e volta.


Quando eu corri na corrida inaugural há cinco anos eu tinha um desejo secreto de fazer desta corrida uma tradição e corre-la ou fazer a caminhada todos os anos até eu ser tão velhinha que não conseguisse nem fazer a caminhada. Desde então faço questão de fazer a corrida todos os anos. 
Foi por isso que foi tão especial para mim correr aqueles dez quilómetros. No ano passado senti-me um trapo antes da corrida, ainda assim cheguei à meta. Vomitei junto à palmeira (a da última foto). Eu não tinha a certeza da minha doença mas já desconfiava, só não quis acreditar até ao fim que fosse tão grave. 
Quando ouvi o meu diagnostico no dia 8 de Agosto do ano passado fiquei na incerteza de por quanto tempo estaria "por aqui", o que certame…

Corrida Popular da Costa Nova

Corrida Popular da Costa Nova is a street run that saw it's dawn 2014.  It is a 10 km street run or a 5 km walk through the beautiful coastline between the salty delta Ria de Aveiro and the Atlantic Ocean, from Costa Nova do Prado to Vagueira and back. 

Five years ago when I ran this race for the first time and at the very beginning of the this race, I had a dream of running this street run race a tradition and run it until I get really old and can't run it anymore. Since then I have been running this race every year! 
That is why running those 10 km yesterday was very special to me. Last year I felt like crap way before the race, still I made it to the finish line. I threw up by a palm tree (the one on the last picture). I didn't knew for sure that I had cervical cancer, although I suspected that I tried to be in denial and hoped for some less serious illness... 
When I heard my diagnosis the 8th of August last year I didn't knew how long I "would be around"…

ao meu querido Oskar

O meu amigo foi-se embora...
Sinto um vazio difícil de explicar. Não consigo exteriorizar as lágrimas que me queimam por dentro. Sei que muitos de vocês entenderão estes sentimentos que trago e muitos outros não. Sabem, o Oskar era um coelho, o nosso coelho de estimação, para mim todos os coelhos são de estimação. Não era só o nosso animal de estimação, era parte da nossa família. Eu costumava dizer que o Oskar era o meu mais novo, apesar de ter envelhecido cedo, como o fazem os coelhos.

Este blogue dedica-se à minha luta contra o cancro que tenho negligenciado durante o último mês, mais coisa, menos coisa. Mas deixem-me explicar a minha dedicação ao Oskar aqui.

O meu coelho era um querido que não gostava da companhia de outros coelhos mas que amava os seus humanos e nós também o amávamos de todo coração. Ele adorava festinhas/carinhos e fazia mais companhia a quem estivesse doente aqui em casa. Obviamente que ele amava-nos dentro dos seus próprios termos; saía da gaiola quando queria…